quinta-feira, janeiro 15

90 minutos. 6/4 6/0. Não deu ...



Cerca de 90 minutos foi o tempo que durou o meu jogo, na minha volta às quadras em um torneio “oficial”. Peguei um adversário difícil, do mesmo nível, e que no fim, o jogo acabou sendo decidido nos detalhes. Errei muito saque, direita não entrou, e a esquerda, ah melhor deixar para lá. Na verdade caí em uma chave bastante complicada, na qual todos os jogos seriam muito equilibrados.


Como de habitual, se tratando da cidade de São Paulo, eu me programei para sair da casa, onde estava alojado. Peguei metrô, ônibus e mesmo assim me atrasei. Não sei por que, mas tenho o dom de me perder naquela megalópole urbana. No fim, as partidas atrasaram e o jogo marcado para as 9 horas acabou começando um pouco depois das 10.


Levei as bolinhas na mochila, porém sobrecarregada acabei deixando o tubo na casa e não tinha material para aquecer, e me ambientalizar com o local, altitude e afins. Erro meu, que acabou custando caro, já que sou aquele motor a álcool, demoro a aquecer. Demorei a sentir o jogo, e as parciais 6/4 e 6/0 acabaram me tirando precocemente nesta minha volta ao circuito.


Naquela análise pós-partida, vejo que acabei perdendo para mim mesmo. O adversário era do mesmo nível, e o jogo seria decidido nos detalhes, e foi. Com inúmeras duplas-faltas, e direita (meu melhor golpe) sem sintonia, a derrota era uma questão de tempo. Psicológico insistia em me derrubar, e o segundo set foi rápido, sem trocas de bola, com erros e auto-confiança completamente destruídos.

O calor era extenuante. Dentro da quadra até que não era tão quente. Algumas sombras davam aquele refresco, e cada virada de game várias goladas de água, uma toalha para enxugar o rosto e os braços e minutos preciosos para se recuperar para o game seguinte. No fim, o físico foi a única coisa que me deixou satisfeito. Saí de quadra bem fisicamente e pronto para disputar outra partida, fator esse impossível, já que havia sido eliminado.


No saldo final, eu saio com a sensação de que poderia ter dado mais, me esforçado mais. Porém, foram apenas dois meses de treinamento, em uma cidade plana como Santos. E quem joga tênis sabe como São Paulo tem altitude, ainda mais com o rival treinando lá. Pelo menos fiz contatos, entreguei CVs e a Slice Tênis, revista que produzi na pós-graduação.

Por mais chateado e frustrado que eu tenha ficado, tudo nesta vida devemos levar como experiência e aprendizado. A alegria estava estampada no meu rosto, afinal voltar a jogar tênis e ainda mais com profissionais da área esportiva foi muito bom. Que eu possa voltar a realizar esse tipo de coisa, e que na próxima eu melhore meu desempenho.

Até a próxima !!

domingo, janeiro 11

Tênis, minha paixão é você.



16 anos. Era a idade que eu tinha, quando joguei pela última vez um torneio de Tênis. Hoje, mais precisamente na terça-feira, oito anos depois, voltarei a entrar numa quadra de saibro e disputar novamente uma competição. Daquele Diego do passado, o jogo mudou, a idade chegou e a cabeça melhorou. O saque, muito mais pelo tamanho do que pela técnica, e a direita seguem intactos. A esquerda que antes só passava, atualmente nem para pegar ônibus serve. Em contrapartida, o voleio (fruto dos treinamentos do frescobol) evoluiu e tornou uma arma secreta. O preparo físico que fora invejável, agora é uma incógnita.

Dores no joelho, braço e tornozelo apontam que a idade chegou, ou seria experiência. A cabeça fraca de antes, hoje é superior. Se levarmos em conta o jogo psicológico que é o tênis, então posso dizer que levo vantagem. O físico é aquele de antes, com um pouco mais de barriga e fadigado. Talvez nas deixadinhas, ou melhor quase certeza que nem todas eu chegarei, assim como aquelas bolas laterais. Afinal, já dizia o meu preparador físico e “paitrocinio”, quanto maior você é mais difícil sua locomoção. E vejamos que, oito anos depois dei uma crescida né.


O tênis sempre foi a minha grande paixão. Jogo desde os nove anos, na época motivado por um rapaz chamado Gustavo Kuerten, que seria número um do mundo, minha principal referencia, ídolo maior e tudo mais que a pessoa GUGA signifique para você, ou para mim. Infelizmente chegava uma época da minha vida, que teria de optar pela faculdade ou pelo profissionalismo. Tênis é um esporte caro, patrocínio eu não tinha, então a opção foi estudar jornalismo e quem sabe um dia trabalhar na área de esportes, e se fosse com o tênis que tesão.


Daí, quatro anos se passaram e vieram estágios, estudos, trabalhos, viagens, rolos, namoros, compromissos, e o tênis foi ficando de lado, esquecido, lembrado vagamente na minha mémoria e nos torneios que assistia pela TV. As raquetes criavam teias em cima do armário, a raqueteira antes usada acabou rasgada e doada. Os troféus colocados em estantes, para que eu pudesse olhar, e pensar “um dia eu fui bom nisso”, e mais do que isso mostrar para filhos e netos como motivo de orgulho. E a pergunta ficava, porque não voltar a jogar ?? A falta de tempo, eu respondia.


Foi quando, naquelas surpresas da vida, o ano de 2014 lá para meados de setembro/ outubro, o tempo livre apareceu e as desculpas antes dadas não eram mais motivos para ser levados a sério. Dos males o menor, afinal tempo de sobra eu tinha. As raquetes antes enferrujadas foram trocadas por uma mais nova, com colaboração de um grande amigo, antes rival e hoje professor. Bolinhas novas foram adquiridas, e a confiança e alegria foram voltando. Sabe, quando você resolve parar por um instante e analisar a sua vida. Pois bem, a minha foi o tênis, reencontrei a felicidade, o prazer, o intensidade com aquilo tudo. Impressionante, como uma quadra de saibro, um adversário, uma raquete e três bolinhas podem te fazer tão bem.


Lembram, quando eu disse alguns parágrafos acima, que a ideia era trabalhar com tênis, dentro do jornalismo. Pois bem, a oportunidade ainda não apareceu, mas sigo na luta pelo meu sonho. De consolo, apareceu uma chance de jogar um torneio só com jornalistas esportivos. Imagine só que legal, estar no meio de caras monstros do jornalismo esportivo, e ainda por cima poder dividir e jogar uma partida com eles.



Nestas coincidências da vida, na terça-feira (13), vou ao Clube Sírio Libanês em São Paulo, retomar aquilo que parei ao 16 anos. Hoje com 24, mais experiente, com cabelos brancos e a direita ainda potente, irei encarar caras como José Nilton Dalcin, Felippe Andreoli, Matheus Fontes e diversos outros jornalistas que terei o prazer e a emoção de enfrentar. Que eu tenha braço, perna e físico de sobra para conseguir alcançar as finais e quem sabe mais um troféu para minha estante. Obrigado tênis, obrigado jornalismo, por me proporcionar novamente esta alegria de viver.

sábado, maio 24

La Decima chegou. Real supera Atlético e sai vitorioso de Lisboa

Nada melhor que voltar a escrever para o seu blog, quando o assunto é futebol e final da Champions League entre Real x Atlético de Madrid.
 

No primeiro tempo, o Atlético Madrid foi melhor. Dominou a partida, teve mais posse de bola e até de maneira surpreendente atacou mais do que defendeu. A primeira grande chance saiu dos pés de Bale, que não estava numa noite inspirada (ao longo do jogo perdeu três chances claras de gol, mas em compensação marcou o gol da virada na prorrogação). O Gol do Atleti saiu na sua principal jogada: bola parada (escanteio). Gabi colocou na cabeça de Godin, que já havia feito o gol do empate e do título diante do Barcelona.
 

Godin e Simeone tinham tudo para terem estátuas erguidas no Vicente Calderón, até os 48 do segundo tempo, quando saiu o gol de empate, após cabeçada de Sérgio Ramos. Mas antes disso, o Real já era merecedor da igualdade. O Atleti teve duas chances de matar o jogo no contra-ataque, porém não o fez. Aos 13 minutos, Ancelotti colocou o time mais para frente com a entrada de Isco e Marcelo e tirando Coentrão e Khedira. Real pressionou, teve chances, mas foi na bola parada, quando todos já não mais acreditavam, que a La Decima voltou a ficar próxima.
 

Na prorrogação, o Real estava melhor fisicamente e emocionalmente. A diferença era visível, tanto é que fizeram três gols nos últimos 15 minutos do segundo tempo da eliminatória. O pênalti no final é até discutível, assim como os cinco minutos de acréscimos dados pelo juiz. Mas analisando no contexto geral, o resultado foi justo  e o Real mereceu levar a sua 10ª conquista de Liga dos Campeões.
 

Destaques – Di María foi o cara do jogo. Teve duas arrancadas, uma em cada tempo, e ainda participou do segundo gol na prorrogação. Deu dinâmica, participou assiduamente da partida e foi a grande válvula de escape do Real. Pelo lado do Atlético, Gabi e Godin tiveram uma participação acima da media, como já vinham realizando nas partidas anteriores. Mas coincidência ou não, após a saída de Filipe Luís, o Atleti tomou os quatro gols.
 

Simeone – Fez história. Colocou um modesto Atlético na final da UCL. Ousou na escalação de Diego Costa, interagiu com a torcida e era quase um 12° jogador na decisão. Ao meu ver só errou na entrada de Sosa no lugar de Raul Garcia. Recuou o time cedo demais e talvez não tenha sido a hora, momento e jogador ideal. Continuo achando que merece uma estátua no Vicente Calderón, e depois de hoje é forte nome no mercado de treinadores, para clubes de maior escala (mesmo achando o Atleti uma baita time).
 

Ancelotti – Escalou aquilo que tinha de melhor. A escalação de Khedira foi certa. Primeiro volante de qualidade, com mais experiência e melhor tecnicamente que Illarramendi. Mas o treinador italiano foi melhor ainda, quando colocou Isco e Marcelo aos 13 minutos do segundo tempo. Terceiro título da UCL como treinador.

FICHA TÉCNICA
REAL MADRID 4 X 1 ATLÉTICO DE MADRI


Local: Estádio da Luz, em Lisboa (Portugal)
Data: 24 de maio de 2014 (Sábado)
Horário: 15h45(de Brasília)
Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)
Cartões amarelos: Raúl García, Miranda, David Villa, Koke e Gabi (Atlético de Madri); Sergio Ramos, Khedira, Marcelo, Varane e Cristiano Ronaldo (Real Madrid)

Gols:
Real Madrid: Sergio Ramos, aos 48 minutos do segundo tempo; Gareth Bale aos quatro, Marcelo aos doze e Cristiano Ronaldo aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação
Atlético de Madri: Godín, aos 36 minutos do segundo tempo

REAL MADRID: Casillas, Carvajal, Sergio Ramos, Varane e Fabio Coentrão (Marcelo); Modric, Khedira (Isco) e Di María; Gareth Bale; Cristiano Ronaldo e Benzema (Morata).
Técnico: Carlo Ancelotti

ATLÉTICO DE MADRI: Courtois, Juanfran, Godín, Miranda e Filipe Luís (Alderweireld); Tiago, Koke, Gabi e Raúl García (José Sosa); Diego Costa (Adrián) e David Villa
Técnico: Diego Simeone

domingo, março 16

Fórmula 1 começou. A temporada promete !!

A insônia bateu. Resolvi então assistir a Fórmula 1, que teve início na última madrugada, com a tradicional corrida na Austrália. Algumas regras mudaram, assim como pilotos e equipes. Observei atentamente os comentários de especialistas, além de textos de blogueiros que cobrem o esporte. Logo, resolvi escrever um pouco sobre o que foi essa corrida.

Não sou nenhum especialista, mas como jornalista eu preciso estar atento a todos os esportes e dar minha análise e opinião sobre os principais acontecimentos. Pude enxergar uma nova Fórmula 1. Confesso que há tempos não assistia, achei que tinha perdido a graça, e que nunca sairia da mesmice. Erro meu. Equívoco da minha parte. A primeira corrida na Austrália mostrou os novos pilotos, as novas regras e principalmente: A temporada promete.

O vencedor Rosberg dominou de ponta a ponta. Largou bem, pulou na frente e em momento algum teve o seu pódio ameaçado. A Mercedes confirmou a expectativa da pré-temporada e mostrou ter melhorado muito o seu carro, com relação ao ano passado. A escuderia alemã tem grande chances de conquistar o primeiro lugar no Mundial de Construtores. 

Sobre a Williams, eu não acreditava no que a imprensa dizia. Impressionante como a escuderia colocou o carro para funcionar, e pelo o que mostrou na primeira corrida tem muitas chances de voltar ao topo da Fórmula 1. Felipe Massa não pode ser avaliado, em virtude da barbeiragem do japonês Kobayashi. Porém, o seu companheiro Bottas demonstrou habilidade e meu deu a impressão de ser um piloto arrojado. Se embananou um pouco, se precipitou, e talvez se não fosse o erro no início da corrida, tivesse brigado pelo pódio. O carro do finlandês estava andando demais. Realmente impressionado com esse piloto.

Pude perceber também os novos pilotos que compõe a Fórmula 1. Para o bem da categoria, as principais escuderias abriram mão dos “medalhões” e apostaram em novas promessas. Em particular, a McLaren-Mercedes que apostou no dinamarquês Kevin Magnussen, a STR-Renault na dupla de pilotos Jean-Eric Vergne e Daniil Kvyat; e a poderosa RBR que colocou Ricciardo no lugar de Webber.

Medalhões como Raikonen, Alonso, Button, Massa, Hamilton e Vettel nunca podem ser descartados, mas já perceberam que nesta temporada as coisas serão mais equilibradas. Acho que a nova geração veio para ficar. Contudo, a nota ruim continua sendo aquelas equipes que apenas somam (para não dizer atrapalham) a competição. Claramente Marussia e Caterham não deveriam competir nesta categoria. Porém, o dinheiro sempre é levado em consideração, chengando ao ponto de pilotos pagarem para competir.

A corrida na Austrália foi apenas a primeira de 19. A temporada promete. Há tempos não sentia essa vontade de assistir a Fórmula 1. Acho que os amantes da modalidade gostaram deste novo formato, que tornou a prova mais rápida, com mais ultrapassagens e principalmente mais emocionante.

Até a próxima ...

segunda-feira, janeiro 27

Roland Garros e agora Australian Open. Na Li mereceu adicionar mais um troféu a sua galeria

Eu particularmente adoro o tênis feminino. Os jogos são mais equilibrados, mais disputados, com maiores chances de quebras e com mais oportunidades de zebras. Ao contrário do masculino, o tênis feminino tem duas ou três tenistas que dominam o circuito, mas nem sempre estão vencendo os torneios. Nessa edição do Aberto da Austrália pudemos perceber que o nome não entra em quadra, vimos nomes como Serena, Sharapova e Azarenka serem derrotadas e algumas até atropeladas pelas rivais.

Na Li não é nenhuma jovem tenista, mas quem disse que se tem idade para ganhar um Slam. A China está em festa, à chinesa marca seu nome na história do tênis mundial, afinal vencer um Slam não é para qualquer um. Poucas atletas têm esse feito na carreira. Parabéns a ela, que soube se impor nas adversidades, colocar a experiência em quadra nas dificuldades e principalmente ser uma grande tenista para colocar o seu ritmo de jogo e forçar sua adversária aos erros em uma final de Aberto da Austrália.

O título de Na Li tem sim um gosto especial para ela. A chinesa já vinha de dois vice-campeonatos – 2011 e 2013 – e após as derrotas de Serena Williams, Maria Sharapova e Victoria Azarenka, viu a sua chance de título aumentar. Não podemos tirar o mérito de Cibulkova. A linda tenista eslovaca fez história no seu país a chegar pela primeira vez na final de um Slam.

Com apenas 24 anos, Cibulkova é um bom nome desta nova geração do tênis feminino. Gosto do estilo de jogo dela. Um tênis rápido, preciso e de muita movimentação de perna. Em breve será top 10 e a tendência é evoluir cada vez mais e melhorar os pontos fracos do seu jogo, como a falta de experiência, o segundo saque e principalmente saber dosar os momentos importantes da partida.

Que venha Roland Garros e todas as belas partidas e lindas tenistas que pudemos acompanhar na Austrália. O lado bom é que as madrugadas voltaram a ser utilizadas para dormir e as manhãs e tardes para acompanhar um belo torneio em quadras de saibro, minha superfície predileta.

Até a próxima ...

sexta-feira, dezembro 6

Copa do Mundo - 2014 !!

O post de hoje não poderia ser outro. O Brasil vive e respira COPA, ainda mais depois do sorteio de grupos, realizado hoje.

Achei a cerimonia interessante, Fernanda Lima estava linda e bela como sempre. Já os cantores não foram bem selecionados, assim como a música de encerramento. A Copa será realizada no Brasil, logo o sorteio, músicas e demais acontecimentos deveriam ser no português e não no inglês. Isso é uma cultura que deve ser mudada, e hoje percebi que não mudará tão cedo.

Mas falando de futebol. Brasil não pegou um grupo fácil. México, apesar de ter ido à repescagem é um adversário forte, com bons jogadores, principalmente do meio para frente. Croácia, adversário da abertura, não é um grande time, porém Modric e Mandzukic são os destaques croatas e podem sim dar trabalho aos brasileiros e beliscar uma segunda colocação. Já Camarões é aquela seleção africana né. Sempre com uma expectativa grande, ainda mais com Samuel Eto'o no comando do ataque. Pesa contra os camaroneses os ciúmes em torno do principal jogador. Não acho que avançam de fase.

Grupo B - Pedreira. Espanha e Holanda brigam pela primeira posição do Grupo. Chile que apesar de possuir bons jogadores e ter potencial para ir além, não será páreo para Espanha e Holanda. A zaga chilena é o ponto fraco desta seleção. Resta saber quem será o segundo lugar do grupo para um possível confronto contra o Brasil. Austrália sequer será lembrada, não deu sorte e caiu num grupo forte.

Grupo C - Colômbia como cabeça de chave. Se é justo ou não, o fato é que o time liderado por Falcao Garcia tem uma boa equipe e ótimas chances de classificação. De olho em James Rodrigues como possível revelação do campeonato. Grécia, uma das piores equipes europeias classificadas, deve ficar em último na tabela. Costa do Marfim, de Didier Drogba e Japão, do meio-campista Honda brigam pela segunda colocação. Apesar que surpresas no futebol vivem acontecendo e não me surpreenderia uma eliminação precoce dos colombianos.

Grupo D - Como já é tradição o famoso "Grupo da Morte" também apareceu nesta Copa. Nada mais que três campeões mundiais no mesmo grupo. Uruguai, com um ataque espetacular composto por Suarez, Forlán e Cavani, é o cabeça de chave, mesmo disputando a repescagem por uma vaga na Copa. Acredito numa classificação dos uruguaios para segunda fase. Itália se classificou sem sustos para a Copa, assim como a Inglaterra, porém analisando jogadores, ambas as equipes possuem alguns destaques individuais. Nos últimos tempos, os ingleses tem jogado por muito mais "nome" do que qualquer outra coisa. Mais uma vez estão nos pés de Rooney uma boa participação no Brasil. Já os italianos são tetracampeões, e sempre haverá um respeito muito grande. Mas na última Copa foram eliminados ainda na primeira fase, passaram por uma reformulação e chegam com uma boa equipe, enfim é uma incógnita, vamos aguardar para ver.

Grupo E - Um dos grupos mais fáceis. Não concordo com a Suíça como cabeça de chave. Possuem jogadores bons, mas nada além disso. Me arrisco aqui a dizer, que talvez nem passem pela primeira fase. Equador não está sendo tão bajulado quando os suíços, todavia os sul-americanos costumam se destacar contra os europeus, e se fosse apostar, eu apostaria no Equador como um possível segundo lugar do grupo. França e todo polêmica, em volta dela. Se Ribery jogar o que sabe e deram condições para ele fazer isto, os franceses podem chegar longe na competição. Nasri, Benzema, Lloris são jogadores de altíssimo nível e devem estar no auge para a disputa da competição. Apesar dos problemas e das polêmicas, considero sim os franceses favoritos para o Grupo e também para Copa. Honduras será mero figurante, ainda mais depois do último amistoso contra o Brasil, na qual "bateram" o jogo inteiro.

Grupo F - Argentina é minha favorita para competição. Acredito também que será a Copa de Lionel Messi. Mesmo com algumas convocações contraditórias, por parte de Batista, como por exemplo a não convocação de Carlos Tevez, os argentinos pegaram um grupo fácil e um chaveamento tranquilo. Olho neles. Nigéria é a última campeã africana. Suas características são a marcação forte e a velocidade no contra-ataque. Os nigerianos brigarão pela segunda posição do grupo com a Bósnia, estreante em Copas e que dependerá muito de Dzeko. Irã vem para passear e conhecer o Brasil. Os iranianos são uma das seleções mais fracas desta edição.

Grupo G - Outro grupo complicado. Alemanha como sempre favorita. Vem com uma geração de jogadores fantásticos. A base do time é o Bayern de Munique, campeão de tudo na temporada passada, acrescentada de Ozil, Podolski, Reus e Hummels. Portugal dependerá de Cristiano Ronaldo. O atacante mostrou contra a Suécia que pode levar os portugueses nas costas, por isso não devem ser descartados, porém Gana é uma das seleções africanas mais fortes, sempre bem cotada em Copas do Mundo. Os ganeses possuem um elenco jovem e farão de tudo pela classificação. Ainda resta os Estados Unidos, que estão longe de ter aquela grande equipe, mas da América Central é o mais forte. Talvez se tivesse caído em outro grupo, uma classificação não seria surpresa, mas neste Grupo G terão poucas chances.

Grupo H - Bélgica é a seleção do momento. Sua escolha como cabeça de chave gera discussões, mas não se pode negar que o time é forte. A maioria dos seus jogadores não estão no auge e ainda são vistos como promessa, vide Hazard, Lukaku, Courtouis, Kompany, entre outros. Os belgas pegaram um grupo fácil, devem passar em primeiro sem dificuldades, porém esta seleção será colocada em prática nas oitavas de final. Eu também gosto da equipe russa. Acho que ficarão com a segunda colocação do grupo. Os russos têm bons nomes e jogadores que se destacam individualmente, porém com uma Alemanha e Portugal nas oitavas o caminho fica complicado para eles. Coréia do Sul não é nem de longe aquela seleção de Copas passadas, e acredito que será coadjuvante, assim como Argélia que nem na Copa deveria estar. Time muito fraco tecnicamente.


quinta-feira, outubro 10

Da Copa de 1950 aos Jogos Olímpicos do Rio em 2016

Em menos de cem anos, Brasil sai do anonimato e se prepara para receber dois mega eventos

Quando o assunto é esporte, o Brasil está em evidência. Em menos de dois anos, a América do Sul, mais precisamente a terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, irá receber dois mega eventos esportivos, a Copa do Mundo FIFA em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, cuja sede será a cidade do Rio de Janeiro.

Para entender um pouco essa história, temos que voltar no tempo. No ano de 1950, o Brasil foi sede da Copa do Mundo de Futebol, vencida pelo Uruguai, pela primeira vez em sua história. Naquele momento, o País passava por um processo de transformação sócio-econômica e deixava de ser predominantemente rural para se transformar numa sociedade urbana. A competição teve um papel importante na divulgação desse “novo Brasil” e consequentemente passou a ser visto por todo o Planeta.

No ano de 1963, o Brasil recebia pela primeira vez uma competição internacional, fora do eixo “futebol”. Tratava-se dos Jogos Pan-Americanos de São Paulo. Os poucos investimentos e o desempenho acima da média tiveram consequências positivas para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A competição acabou com um superávit e o COB investiu o dinheiro extra na compra de sua primeira sede própria, no centro do Rio de Janeiro.

No ano de 1975, a Confederação Brasileira de Voleibol anunciava Carlos Arthur Nuzman como presidente. Seria impróprio afirmar que naquele tempo, o atual gestor do COB já pensava em trazer os Jogos Olímpicos para o Brasil, mas desde aquela época até os dias atuais, o Brasil começou a crescer e sediar eventos esportivos de grande porte (ver relação).

O Pan-Americano de 2007, realizado no Rio de Janeiro foi um grande divisor de águas. A ideia era fazer uma boa competição, no quesito segurança, conforto e infraestrutura. Os resultados eram segundo plano, pois o grande objetivo era sediar uma competição maior, os Jogos Olímpicos.

Em 2 de outubro de 2009, aquilo que era sonho virou realidade. A cidade do Rio de Janeiro é anunciada como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Antes, em 2007 o Brasil já havia sido escolhido como País responsável por sediar a Copa do Mundo FIFA. Ou seja, em menos de dois anos, o rumo da terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, em meados de 1500, mudaria drasticamente.

O que são Mega Eventos ??

Mega Eventos são aquelas competições que atraem um público grande de pessoas, que fazem com que patrocínios queiram expor suas marcas, pagando o preço que for preciso. Destaque também para as emissoras de Televisão, que em eventos deste tipo costumam registrar picos altos de audiência, na maioria das vezes sendo o programa mais assistido do ano.

Para exemplificar, um evento que pode ser chamado de “Mega” é a Copa do Mundo da FIFA. A competição realizada de quatro em quatro anos é o evento esportivo de maior audiência do mundo inteiro. Cerca de 715,1 milhões de pessoas assistiram à final do torneio em 2006 na Alemanha.

Na edição 2012 dos Jogos Olímpicos, em Londres, a audiência calculada foi de 4 bilhões de pessoas, ao longo da competição, sendo realizado um investimento total de 11 bilhões de euros. 

Algumas outras competições que podem ser chamadas de “mega eventos” são: Super Bowl (Final do Futebol Americano); NBA (Liga Americana de Basquete); Jogos Olímpicos de Inverno; UCL (Liga dos Campeões da Europa).

Confira os eventos importantes que tiveram o Brasil como país sede:


  • Copa do Mundo de Futebol de 1950
  • Jogos Pan-Americanos -1963 – São Paulo/2007 – Rio de Janeiro
  • Campeonato Mundial de Basquete Masculino de 1954/1963
  • Campeonato Mundial de Basquete Feminino de 1957/1971/1983 e 2006
  • Campeonato Mundial de Voleibol Masculino de 1960 e 1990
  • Campeonato Mundial de Voleibol Feminino de 1960 e 1994
  • Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 2011
  • Campeonato Mundial de Judô Masculino de 1965
  • Campeonato Mundial de Judô (Misto) de 2007/2013 e 2015 será em São Paulo
  • Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 1995
  • Fórmula 1: O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 é disputado regularmente desde 1972